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Metodologia

PROPOSTA DIDÁTICA

Um projeto curricular, além de originar todo trabalho, deve dar ao educador instrumentos que o possibilite ter a flexibilidade necessária para ir construindo os caminhos do trabalho, passo a passo, juntamente com os demais sujeitos, criando situações propícias para favorecer a construção do ensino-aprendizagem-sentimento de conhecimentos e conseqüentemente o desenvolvimento cognitivo, comportamental, afetivo, emocional, motor e moral/espiritual, das crianças, interagindo com elas de maneira a fazê-las testar suas próprias hipóteses enquanto o educador coloca questões que a fazem duvidar de suas próprias conclusões levando-as a desequilibrar o conhecimento para atingir seu real saber.”Esta equilibração é necessária porque se uma pessoa só assimilasse estímulos acabaria com alguns poucos esquemas cognitivos, muito amplos, e por isso, incapaz de detectar diferenças nas coisas, (…). O contrário também é nocivo, pois se uma pessoa só acomodasse estímulos, acabaria com uma grande quantidade de esquemas cognitivos, porém muito pequenos, acarretando uma taxa de generalização tão baixa que a maioria das coisas seriam vistas sempre como diferentes, mesmo pertencendo à mesma classe” (PIAGET, 1975).

Como o indivíduo constrói o conhecimento? Quais as regularidades existentes nas diversas formas? Há de se considerar que cada sujeito pensa de uma maneira, compreende a linguagem do Universo de maneira específica, particular, entretanto existem características que são comuns a todos os jeitos de pensar. Assim, compreender como se dá esse processo se faz fundamental para o educador, que estará lidando, direta e constantemente, com este aspecto.

“O maior problema dos educadores é (…) em classificar as crianças. (…) Mais importante do que essa classificação é constatar que todas as crianças têm várias inteligências e que todas essas inteligências precisam e podem ser desenvolvidas” (Gardner, 2001).

Para compreendermos o valor das relações e sua importância no processo de conhecimento do mundo, bem como do autoconhecimento, buscamos percorrer nosso caminho dentro de uma Prática Criativista que pressupõe ser a mediação direta, correta e completa a base para que os sujeitos construam o conhecimento. Neste processo, faz-se primordial o respeito às diferenças e aos processos individuais de desenvolvimento de aprendizagem, bem como da aquisição do saber.

A difusão dos conteúdos também é importante, pois possibilita que os indivíduos se apropriem do saber já existente e historicamente construído, instrumentalizando-se para que possam atuar como agentes transformadores do todo social. Tratamos, aqui, da difusão dos conteúdos vivos, concretos e, portanto, indissociáveis das realidades sociais, que se traduzem como conceitos, procedimentos e atitudes. Como temos como princípio a EDUCAÇÃO INTEGRAL DO SER, pautados nos fundamentos da Teoria Criativista há de se investir no aprender a ser, aprender a viver juntos e aprender a fazer, além de conhecer, trabalhando, integradamente com este ser humano possuidor de uma estrutura física, psíquica e moral/espiritual, que sente, pensa e age.

Ao selecionar os conteúdos, levamos em conta a sua relevância social e sua contribuição para o desenvolvimento integral do ser. Em cada área do conhecimento temos eixos temáticos que representam recortes internos à área, visando a explicitar os objetos de estudo essenciais à aprendizagem, todos estruturados em uma condição lógica e racional, de modo a contemplar as indicações da neurodidática. Eles se desdobram em blocos de conteúdos que são organizados em função da necessidade de receberem um tratamento didático e metodológico que propicie um avanço contínuo na ampliação de conhecimentos, abarcando as necessidades básicas desejáveis para cada nível, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997 – 1999).

A organização posta tem como função evidenciar quais são os objetos de ensino, aprendizagem e sentimento que estão sendo priorizados, servindo como subsídios para o trabalho do educador, que deverá, junto com a coordenação pedagógica, e considerando o nível de sua classe, detalhar, delimitar e distribuir, os níveis de conteúdos de maneira equilibrada e adequada a cada ano. Não se trata de uma estrutura estável ou inflexível, mas sim, de uma forma de organizar o conjunto de conhecimentos abordados, segundo os diferentes enfoques que sejam dados.

Os métodos devem favorecer à correspondência dos conteúdos com os interesses dos educandos, sendo que o primeiro tende a estar subjugado ao segundo, pois partimos da premissa de que no ato de educar o que mais importa não é o método ou teoria de ensino, mas a necessidade e/ou condição apresentada e possível do educando em questão, possibilitando que os sujeitos reconheçam, nos conteúdos, o auxílio ao seu esforço de compreensão da realidade (prática social). Eles partem da relação direta da educadora com a experiência do educando, confrontada com o saber trazido de fora, culminando na verificação de sua utilidade para a humanidade, sendo respeitados todos os enfoques da epistemologia genética.

Entende-se, aqui, que a prática educativa pressupõe a intervenção do educador e a participação ativa do educando, num processo dialético, interacional, permitindo que este último passe de uma experiência inicialmente confusa e fragmentada a uma visão sintética, mais organizada e unificada do conhecimento. A prática deste educador deve transformar este contato com o objeto de estudo em algo interessante, inteligente e instigante, possibilitando ao educando, uma articulação adequada com outros campos do saber.

Os aspectos teóricos sistematizados, apresentados na Proposta Curricular se estrutura a partir das áreas do conhecimento, contemplando concepções e objetivos da área, eixos temáticos e blocos de conteúdos relativos às séries oferecidas na Escola , opção didático-metodológica, concepção de avaliação de cada área do conhecimento, embasados nos Referenciais Curriculares para educação Infantil e os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental I e II.

Buscaremos, assim, com a composição das respectivas áreas, superar a compartimentalização do saber.

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